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Como agir quando da ocorrência de um falecimento?
Por ser a morte um assunto do qual culturalmente preferimos ignorar, é comum que, mesmo quando temos alguma pessoa em estado terminal entre nossas relações preferirmos não pensar no pior. A conseqüência desta prática social é não estarmos emocionalmente preparados no sentido de saber o que fazer.
Quando ocorre um falecimento, aconselhamos que as pessoas se mantenham calmas e procurem uma empresa especializada (funerária) a qual destacará um profissional especialmente treinado para orientá-los e encaminhar todas as medidas necessárias para a cerimonia fúnebre.
O primeiro procedimento refere-se ao atestado médico, ou seja, a Declaração de Óbito junto ao médico que atendeu o falecido. Em caso de ser morte violenta ou ainda morte súbita, é necessário efetuar o registro junto à Delegacia de Polícia do bairro, a qual providenciará o encaminhamento ao DML – Departamento Médico Legal, de onde será removido pela funerária para o prosseguimento da cerimonia fúnebre e sepultamento. Sempre é aconselhável que a empresa funerária escolhida seja uma empresa da preferência dos familiares e principalmente da confiança dos mesmos.
Caso não exista preferência por nenhuma prestadora deste tipo de serviço, pergunte a uma pessoa amiga se conhece alguma. É importante evitar sempre colher informações junto aos funcionários de hospitais, delegacias de polícia, clínicas geriátricas, funcionários do DML, plantões policiais, etc., pois é proibido a interveniência destes profissionais no processo.
Algumas cidades já contam com uma "Central de Serviços Funerários", a qual também poderá lhe facilitar a escolha de uma empresa funerária no caso de não haver preferência por nenhuma empresa em especial.
Em Porto Alegre (RS), a Central de Serviços Funerários fica da Rua Santana, 966, fone (51) 223-3266, que atende 24 horas por dia.

Quais os valores que envolvem um funeral?
O custo de um funeral fica na dependência do tipo de cerimônia a ser realizada, tendo grande influência para isso os itens a serem utilizados, que se dividem em:
 Itens essenciais – registro de óbito, urna fúnebre, serviços da•
funerária (translado, remoção, vestimenta, tamponamento, capela e
sepultura):
 Itens complementares – mantos e coroas de flores naturais ou artificiais, preparo do corpo com maquiagem e tanatopraxia, anúncios em rádios, convite e/ou participação de missa em jornal, etc.•
O valor total do funeral está, então, vinculado ao somatório dos itens essenciais e complementares, passando ainda pela qualidade e o tipo do material utilizado.
O profissional indicado pela empresa funerária escolhida dará todos os esclarecimentos a respeito disso e o fará com propriedade e respeito a todas a escolhas que venham a ser feitas. Contudo, em princípio, a funerária deve possuir condições de atender serviços dentro das possibilidade financeiras do cliente.

Quanto tempo devem durar os Atos Fúnebres (velório)?
Os atos fúnebres são comumente conhecidos como "velório", devido ao antigo costume de colocar morto entre quatro velas para que tivesse uma jornada iluminada para o céu. Esta situação hoje não ocorre mais, contudo a nomenclatura manteve-se viva e é utilizada pela população em geral.
Em tempos passados, os funerais duravam em torno de 24 horas para que assim houvesse a certeza da morte do "de cujus", em virtude de que a ciência médica ainda não contava com meios seguros para atestar a morte, em alguns casos. Hoje, graças aos avanços da medicina, esta prática tornou-se desnecessária e, portanto, não existe mais prazo fixado para o velório. Assim, este ato fúnebre pode durar quanto tempo os familiares entenderem como adequado, podendo ser de dias, desde que
o corpo esteja preparado para isto. O que normalmente tem sido realizado refere-se ao tempo necessário para que os familiares, parentes, amigos e pessoas da relação do falecido possam comparecer aos atos fúnebres, para a sua despedida e prestar homenagem àquele que partiu. Este tempo deve ser suficiente para que os familiares comecem a aceitar a ausência daquele que partiu. Um fator importante a ser considerado ainda é o tempo que a família necessita para comunicar o fato a familiares e amigos que estejam distantes e que haja tempo para que estes possam se deslocar até o local onde se realizam os funerais para prestar sua última homenagem. Desta forma, o funeral é o momento da família, em união, homenagear o seu ente querido e cada passo que é dado na organização dessa cerimônia tem um sentido de carinho, afeto e espiritualidade para todos. Dentro desta linha, recomendamos que o funeral não deve ser feito dentro de um prazo muito exíguo porque não atenderá aos objetivos.
Quais os orgãos que concedem algum tipo de auxílio funeral?
Primeiramente, nos referimos à previdência privada (planos de pecúlio, auxílios concedidos por associação a certas entidades de classe ou empresariais), seguradoras, na qual o falecido pode ter Apólice de Vida Individual, em Grupo, com Assistência Funeral ou Plano de Auxílio Funeral. A segunda possibilidade diz respeito ao serviço público, quando o falecido tiver sido funcionário público. No Rio Grande do Sul, o Instituto de Previdência do Estado concede um pecúlio "post mortem", o qual só é recebido pelo beneficiário ou executor do falecido. Já o Tesouro do Estado do RGS fornece um Auxílio Funeral ao responsável pelo sepultamento, no valor do último vencimento do funcionário falecido. A Secretaria da Fazenda Federal concede auxílio de valor máximo do vencimento do funcionário falecido, mas limitado pela Nota Fiscal da funerária prestadora do serviço. Com algumas pequenas variáveis, normalmente o Atestado de Óbito e a Nota Fiscal da funerária são suficientes para o encaminhamento do pedido de auxílio.

Tipos de sepultamento
Existem três tipos: cemitérios verticais, cemitérios parques e cremação. Cemitérios verticais são os famosos cemitérios que fazem sepultamento em catacumbas de parede. Cemitérios parques são os que efetuam sepultamento no sentido horizontal - no solo, normalmente em local bem ajardinado. São mais comuns em cidades de interior, onde as comunidades são em menos números que nas Capitais, embora nestas também haja este tipo de sepultamento. Cremação é o ato no qual se queima o cadáver da pessoa falecida juntamente com o ataúde sendo que as cinzas são posteriormente colocadas em uma urna, a qual poderá ser sepultada em solo, guardada em qualquer lugar ou ainda serem jogados em jardins, mares, rios, etc. Para a cremação é necessário uma declaração de vontade por parte do
falecido por instrumento público ou particular e/ou o consentimento dos familiares de primeiro grau pela ordem, esposa, filhos, pais, etc. Em caso de ocorrência de morte violenta, somente poderá ser efetuada a cremação mediante prévia autorização da autoridade judicial competente.
ESCLARECIMENTOS – O fato de ter havido a opção pela cremação não invalida a realização de todos os demais atos fúnebres como capela, ataúde, flores e todos os demais itens necessários à realização do funeral. A diferença ficará apenas no tipo de sepultamento propriamente dito. As empresas funerárias, por serem especializadas em funerais, poderão encaminhar a cremação, conforme a opção da família.

Como proceder em caso de doação de orgãos
Em princípio, doar orgãos para beneficiar um semelhante é um ato de compaixão e desprendimento bastante meritório que tem o nobre objetivo de preservar a vida humana que não vem encontrando barreiras éticas ou religiosas. A igreja católica recomenda apenas o respeito mútuo, tanto ao doador quanto ao receptor. Na religião Judaica a doação de orgãos intervivos é permitida, desde que, após o transplante o doador continue com a possibilidade de "viver com qualidade" sem aquele órgão. Já a doação pós-morte (cerebral e/ou parada cardíaca), somente com a expressa permissão da família e só na condição de ser reimplantado em outro corpo imediatamente. Não é permitida a estocagem para utilização futura e nem a doação pura e simples para estudos científicos. Assim, não estando a doação impedida por qualquer motivo, a família deve formalizar seu desejo e autorização através de documentação específica, sendo que o responsável aciona os setores competentes para a remoção do orgão doado. No caso de córneas, o Banco de Olhos é avisado e encaminha uma equipe para a retirada do globo ocular em até 6 horas após o falecimento. A retirada do orgão, neste caso, demora aproximadamente 2 horas sendo que será também encaminhado um exame de sangue para determinar se há motivo que inviabilize a doação (AIDS ou hepatite). Como o lobo ocular é retirado por inteiro, a funerária toma as providências necessárias para conservar a aparência do corpo durante o velório.